A fim de promover a manutenção da ordem interna e de sua soberania, o Estado pode posicionar-se contra ou a favor do bem comum, sendo que este pode ser, inclusive, completamente ignorado, como no caso de um governo ditatorial que negligencia as vontades e os direitos de sua população; neste caso, a ordem não necessariamente significa a promoção do bem comum.
O caminho inverso também tem iguais chances de ser verdadeiro, partindo do pressuposto de que a consolidação do bem comum leva à ordem por meios estatais éticos e legítimos. No entanto, é importante ressaltar que "ordem" e "bem comum" ainda são conceitos independentes e sujeitos a múltiplas interpretações e aplicações, podendo um ser consequência do outro ou não; deste modo, não é possível afirmar que, para a política, o bem comum é a ordem, assim como não se pode ter a completa certeza de que as ações do Estado satisfazem os anseios e desejos de todos.
Pedro de Camargo Florence. RA: 00068358
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