| Da Esquerda para a direita.. Miguel, Letícia, Gustavo, Pedro, Maria Victória e Ligia |
domingo, 10 de julho de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Para a política, o bem comum é a ordem?
Desde os primórdios, a política sempre buscou o bem comum através da ordem, porém essa ordem nem sempre pode ter sido implementada por meios democráticos. Esses outros meios (autoritários) alcançaram justamente o oposto do bem comum. Foram modelos de governo que restringiram suas populações de liberdades políticas e com medidas muitas vezes violentas, causaram medo e insatisfação.
Ao mesmo tempo que não se pode obter o bem comum com esse tipo de ordem radical, também é inviável satisfazer a vontade de todos com governos mais moderados, pois sem essa mínima ordem chegamos ao caos.
A verdade é que o bem comum não será alcançado quando a política criar o tipo de ordem correta pra população, mas quando a população se conscientizar do modo que deve se comportar para o bem da sociedade. Logo, o bem comum para a sociedade implica na ordem.
Miguel Armando Lima Brito - RA00045662
Ao mesmo tempo que não se pode obter o bem comum com esse tipo de ordem radical, também é inviável satisfazer a vontade de todos com governos mais moderados, pois sem essa mínima ordem chegamos ao caos.
A verdade é que o bem comum não será alcançado quando a política criar o tipo de ordem correta pra população, mas quando a população se conscientizar do modo que deve se comportar para o bem da sociedade. Logo, o bem comum para a sociedade implica na ordem.
Miguel Armando Lima Brito - RA00045662
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Foucault e as atuais formas de poder.
M. Foucault foi um filósofo francês do século XX que estruturou seu pensamento, entre outros, a partir da "vontade de verdade" e "vontade de potência". Neste último está inserido o poder. Ele dizia que em toda instituição há um uso do poder. Este último sempre existe, quando em exercício pleno, assim ultrapassando os limites do Estado.
Foucault cria ainda a ideia de "Poder Disciplinar", no qual estão contidos quatro fatores fundamentais e condicionais: O tempo; o espaço; a vigilância e a produção de um saber. Cada instituição que contenha esse "Poder Disciplinar" corresponde a uma positividade e favorecerá para que a sociedade em questão caminhe para um progresso civilizatório. Neste ponto, isso fica evidenciado a partir de uma escola. Uma aula de política, se for preferível. Aquela aula ocorre em um determinado local e em determinado horário. O líder da classe, dono de autoridade - o professor - vigia como deve manter a sala, se deve investir mais na teoria, se deve soltar uma piada, mudar os exemplos etc., para conseguir uma produção de um saber que é o contido naquela aula. Da mesma forma da escola, temos a missa na igreja que ocorre aos domingos às 10 da manhã, é vigiada pelo padre - dono de autoridade e poder - e produz um saber dito divido. Assim pode o ser com todas as instituições, pois se contêm o "Poder Disciplinar", tem que ter os quatro termos discutidos.
É visado o progresso civilizatório, a partir da positividade. Tem-se que a vida é extremamente mais valorizada, enquanto a morte deixada de lado. Há uma enorme preocupação com o "bem-estar social" atualmente, que pode ser visto em qualquer ponto, estabelecimento ou sociedade. Quanto mais racional for esse povo, maior será o querer de ter um "bem-estar social", sendo a utilização do poder para isso possível, mesmo que este seja um meio para atingir fins próprios - o que seria antiético, como afirma Kant.
Este último autor dizia que uma ação só poderia ser ética se visasse o outro não somente como meio, mas também como fim. Para exemplificar o uso do poder nesse caso antiético, portanto, qual melhor do que os políticos? Para promoção pessoal e adquirir mais poder sendo eleitos, estes ludibriam a sociedade com promessas que visam o bem-estar social já mencionado. As pessoas servem então de meio – o voto nas eleições – para que fins próprios sejam atingidos – ser eleito para algum cargo e aumentar seus poderes e influências.
É a partir de ligações com outros autores – como Kant e Durkheim – e, com estas associações, apresentando exemplos atuais que Foucault continua exercendo grande importância para o pensamento político do mundo.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Marx e as Consequências da Dominação do Homem pelo Homem
O autor da obra O Capital, Karl Marx, expõe pensamentos sobre o que é a História e como ela se apresenta aos homens e evolui.
Para ele, a História é cíclica. É sobre este ponto que fundamenta sua crítica a Hegel. Este último pensa na História como algo linear, um fato que desencadeia outro até alcançar seu fim: O Estado de Direito. Já para Marx, alcançar esse Estado não seria o fim da História, mas daquele ciclo histórico vivenciado até então. Sendo cíclica, ele defende que fatos desencadeiam outros fatos e assim acontecerá sempre. Desta forma, ela é sempre renovada. Esta tem um combustível que faz cada ciclo se completar e com que os primeiros fatos formem outros – caracterizando a evolução dita. Trata-se das lutas de classes.
Este aspecto pode ser evidenciado por pessoas de uma mesma classe ou de classes diferentes, mas toda e qualquer luta tem como fim conquistar mais e mais poder, angariando influências e riquezas. Desta maneira é que ocorre a passagem de um modo de produção para outro, necessariamente.
É tomado, por exemplo, para posterior demonstração dos aspectos que fizeram obrigatória a luta entra casses a Revolução Francesa de 1789. A Coroa francesa detinha um alto padrão de vida, enquanto que o restante vivia miseravelmente, em sua maioria. A pressão foi tamanha que, a partir dos escritos dos Iluministas como Rousseau ou Voltaire, foi travada a revolução mais conhecida do século XVIII.. Mas por quê?
A questão é que a fome era tamanha, a diferença de riquezas era tão expressiva que o povo se revoltou, não admitia mais ser usado tão diretamente. Eis então os primeiros impactos de tal exploração: a diferença social cada vez maior e a possível revolta por parte da classe dominada. Essa última se torna cada vez mais distante e rara, pois de acordo com que os anos passam o capitalismo se adequa ao modo de vida e às ações humanas, isto é, cria mecanismos para que ao mesmo tempo a população dominada seja cada vez mais dominada, mas que a mesma não reclame de ficar neste estado.. Assim surgiram os vales-transportes, os 13º, as folgas aos domingos, os limites de horas trabalhadas e as férias. Somos constantemente bombardeados pelas inovações tecnológicas. A cada minuto um novo produto é lançado ao mercado, substituindo um outro, muitas vezes lançado, com apenas alguns meses de antecedência. São celulares, câmeras, carros, computadores e todos os tipos de iCoisas imagináveis. Junto com os produtos, a propaganda cria um desejo, uma necessidade de consumo.
Essa mesma tecnologia que permite, a uns poucos, ter mais conforto, comodidade e luxo, garante que os trabalhadores sejam ainda mais explorados, na medida que o número de horas trabalhadas permanece a mesma, a quantidade de mercadorias produzidas aumenta - já que o tempo de produção diminui com o emprego de máquinas mais avançadas - mas o salário permanece o mesmo. É nessas horas a mais em que o trabalhador produz que se esconde parte do lucro dos proprietários dos meios de produção. Com a divisão das funções no processo produtivo, o trabalhador já não percebe esse processo como um todo, se afastando ainda mais daquilo que ele mesmo produz, deixando de se perceber como produtor e passando a ser um mero consumidor. É esta a alienação para Marx.
A manutenção dessa alienação se faz, por um lado, através da garantia de uma condição mínima de sobrevivência aos explorados, mantendo-os assim satisfeitos com o pouco que tem e alheios à realidade marcada pela desigualdade . A manipulação da cultura apresenta-se como um segundo instrumento mantenedor dessa alienação, ao colocar nos momentos em que o homem poderia refletir sobre a sua situação de exploração e de desigualdade, modelos de vida que devem ser seguidos e que se fazem desejados.
Mantém-se assim um sistema de exploração do homem pelo homem e suas implicações não se reduzem a uma diferença entre os que trabalham e os que exploram. A miséria e a fome dos muitos que alimentam o desperdício de poucos, os regimes de servidão que ainda hoje permanecem, mesmo quando a escravidão é moralmente e civilmente condenada, a falta de reflexão do homem sobre sua própria condição de vida e das ações que poderiam ser tomadas para mudar esta situação, se mostram diariamente, como exemplos vivos de como o homem é seu próprio carrasco.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Sem liberdades, com totalidades de hábitos - análise do texto da servidão a partir de Hobbes e Locke
iAo pensarmos no termo voluntarismo, vem logo à mente a ideia de que ser voluntário é adotar por si mesmo crenças e outras atitudes proposicionais de acordo com nossa própria vontade. Em sua obra “Discurso da servidão voluntária” La Boetié levanta uma questão fundamental: como é possível que as pessoas se sujeitem aos desejos de um único indivíduo e abram mão de suas vontades?
Se seguirmos a definição de liberdade como sendo a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional - o que qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários -, o povo estaria, quando livre, ausente da submissão, da servidão e da determinação.
Ao se submeter a um tirano o povo se sujeita e se degola, uma vez que podendo escolher a liberdade - livre expressão de seus próprios desejos - escolhe ser súdito, rejeitando a liberdade e aceitando o jugo. A liberdade estaria então nas mãos dos próprios indivíduos em recusar-se a sustentar o tirano.
La Boetié coloca então como um dos motivos para a servidão voluntária o hábito. Por hábito, somo ensinados a servir, nos escravizamos. É o costume que, à medida que o tempo passa, nos leva não somente a engolir, pacientemente, a dor da escravidão, mas até mesmo a desejá-lo. Por outro lado, a servidão seria justificada pelo desejo da proteção. Em troca da submissão a um soberano, ter-se-ia a garantia da segurança.
Se seguirmos a definição de liberdade como sendo a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional - o que qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários -, o povo estaria, quando livre, ausente da submissão, da servidão e da determinação.
Ao se submeter a um tirano o povo se sujeita e se degola, uma vez que podendo escolher a liberdade - livre expressão de seus próprios desejos - escolhe ser súdito, rejeitando a liberdade e aceitando o jugo. A liberdade estaria então nas mãos dos próprios indivíduos em recusar-se a sustentar o tirano.
La Boetié coloca então como um dos motivos para a servidão voluntária o hábito. Por hábito, somo ensinados a servir, nos escravizamos. É o costume que, à medida que o tempo passa, nos leva não somente a engolir, pacientemente, a dor da escravidão, mas até mesmo a desejá-lo. Por outro lado, a servidão seria justificada pelo desejo da proteção. Em troca da submissão a um soberano, ter-se-ia a garantia da segurança.
De acordo com Hobbes, o homem em estado de natureza não convive com outros de sua espécie. Dessa forma haveria total liberdade, como dito acima a partir da definição de liberdade dada:
“a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional (...), ausência da submissão, da servidão e da determinação.”.
Eis então que cada um vive separadamente, mas em conflitos com todos os outros. Hobbes cita que não se sabe o que cada um pensa. Não se tem uma noção de segurança, pois todos podem estar pensando em prejudicar ou não o outro, o semelhante. Forma-se então a concepção de “guerra de todos contra todos” para preservar tal liberdade, para preservar a si mesmo, o que resulta no caos. Nesse contexto que nasce o “Contrato Social”, para garantir a vida a todos, como direito inviolável e dever absoluto do Estado. Este Estado fundamenta seu poder em todos os direitos libertários que os homens abriram mão.
Sobre o terceiro parágrafo, essas últimas questões explicam o que ocorre. Diz-se que os homens escolheram ser súditos de um líder- o Soberano –, do que ser senhor de si próprio. Mas por que houve essa escolha?
Como dito, a vida; o ato de viver é o bem mais precioso do homem. Desta forma, qualquer perigo eminente a ela será posto em questão e sofrerá uma tentativa de ataque contra, a fim de tentar manter sua existência. Disto que nascem as guerras que atormentam os homens. Enfim, não foi uma mera mudança, mas sim uma tentativa de deixar os conflitos de lado e firmar um pacto, colocando todo o poder possível nas mãos do Soberano, que teria como dever proteger a vida de todos e representar o Estado. A partir dessa proteção, a vida dos homens seria assegurada. Essa afirmação, portanto, vai ao encontro de uma já vista acima:
“Por outro lado, a servidão seria justificada pelo desejo da proteção. Em troca da submissão a um soberano, ter-se-ia a garantia da segurança.”.
Já em Locke, temos que cada homem nasce como “tábula rasa”, ou seja, uma folha em branco que deve ser preenchida aos poucos com características sociais determinadas pela época, sendo estas adquiridas pelo tempo e a partir da educação. É ao encontro dessa visão que se pode entender a visão de Boetié, como visto acima:
“La Boetié coloca então como um dos motivos para a servidão voluntária o hábito. Por hábito, somo ensinados a servir, nos escravizamos. É o costume que, à medida que o tempo passa, nos leva não somente a engolir, pacientemente, a dor da escravidão, mas até mesmo a desejá-lo.”.
Seria então tão forte a ideia de servidão voluntária, que virou hábito. Os hábitos de um povo acabam por formar costumes cada vez mais decorrentes que acabam por definir, em parte, a cultura de um grupo de pessoas. Assim acontece com a servidão. É algo tão normal servir ao Estado em busca de assegurar a vida, que isto acaba por ser implantado na educação. Naquela mesma tábula rasa está sendo posto que se deva se submeter à soberania estatal que nem sempre cumpre com suas funções. Frente a este não cumprimento, Hobbes diz que o poder atribuído deve ser retirado e o representante estatal destituído. Porém a sociedade não faz nada, pois, como dito, o hábito já está tão enraizado na sociedade que não se pode conceber a ideia de troca.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Destruindo o inimigo dos Estados Unidos.
A morte de Osama Bin Laden nos permite uma reflexão a respeito da importância que a imagem do "inimigo" exerce nos Estados atuais. O conflito entre diferentes países sempre foi uma forma de ampliar e expandir não só territórios, mas também o poder exercido por aquele, ou aqueles, que saem vitoriosos do embate.
A defesa contra inimigos - externos e internos - seria, segundo Thomas Hobbes, uma maneira de fortalecimento interno do Estado, uma vez que o contrato que garante a existência do Estado só é possível porque os contratantes - neste caso os homens - passam para a figura do soberano - que pode ser tanto um indivíduo, como um grupo - todos os seus direitos em troca da garantia da segurança, ou seja, em troca da garantia da proteção de suas vidas contra os perigos aos quais eles ficam sujeitos, como, por exemplo, ataques de grupos externos. Se levarmos o pensamento de Hobbes ao contexto vivido atualmente nos Estados Unidos fica evidente que uma das formas que este Estado utiliza para garantir a sua soberania é a guerra, já que é através dela que se tenta proteger o povo norte americano de possíveis ataques estrangeiros.
A cada momento histórico as configurações internacionais apresentam-se de forma distinta, sendo que no intervalo dos últimos 10 anos, o ataque terrorista de 11 de setembro demarcou o surgimento de uma nova "figura inimiga" norte-americana, Osama Bin Laden. A busca por este homem representou, de certa forma, a busca pela derrocada do terrorismo mundial e, mais especificamente para os norte-americanos, uma maneira de proteger seus cidadãos que já haviam sofrido um ataque prévio. A garantia da soberania americana mostra uma de suas vertentes na defesa de sua população através da execução de um importante inimigo externo. Mas é importante lembrar que Osama representava a configuração internacional atual, de maneira que conforme as relações internacionais sejam alteradas, surgirão outras "figuras inimigas".
A defesa contra inimigos - externos e internos - seria, segundo Thomas Hobbes, uma maneira de fortalecimento interno do Estado, uma vez que o contrato que garante a existência do Estado só é possível porque os contratantes - neste caso os homens - passam para a figura do soberano - que pode ser tanto um indivíduo, como um grupo - todos os seus direitos em troca da garantia da segurança, ou seja, em troca da garantia da proteção de suas vidas contra os perigos aos quais eles ficam sujeitos, como, por exemplo, ataques de grupos externos. Se levarmos o pensamento de Hobbes ao contexto vivido atualmente nos Estados Unidos fica evidente que uma das formas que este Estado utiliza para garantir a sua soberania é a guerra, já que é através dela que se tenta proteger o povo norte americano de possíveis ataques estrangeiros.
A cada momento histórico as configurações internacionais apresentam-se de forma distinta, sendo que no intervalo dos últimos 10 anos, o ataque terrorista de 11 de setembro demarcou o surgimento de uma nova "figura inimiga" norte-americana, Osama Bin Laden. A busca por este homem representou, de certa forma, a busca pela derrocada do terrorismo mundial e, mais especificamente para os norte-americanos, uma maneira de proteger seus cidadãos que já haviam sofrido um ataque prévio. A garantia da soberania americana mostra uma de suas vertentes na defesa de sua população através da execução de um importante inimigo externo. Mas é importante lembrar que Osama representava a configuração internacional atual, de maneira que conforme as relações internacionais sejam alteradas, surgirão outras "figuras inimigas".
Em Maquiavel, tem-se a ideia de que todos esses conflitos gerados nos 10 anos subsequentes pelos Estados Unidos foram agora justificados. Em outras palavras, para manter a soberania do Estado e para manter o controle sobre os demais, as guerras e as mortes de civis realizadas pelo governo norte-americano são justificadas.
Além disso, há duas versões da incessante busca norte-americana em eliminar Osama Bin-Laden e ambas estão na mesma figura: o líder dos EUA. Independe se é G. W. Bush ou Obama, mas ele sempre terá para os americanos a face de piedoso e para os outros de cruel. Para os primeiros, líder nacional é aquele que pegou para si a dor de todas as famílias e, a partir disso, vai à busca da verdadeira justiça e a faz com as “próprias” mãos. Já para os segundos, a crueldade do mesmo chefe é grande, tendo feito guerras durante dez anos e matado civis. Isso tudo e feito porque é muito mais seguro afirmar a soberania de um povo sobre outro – custando o que custar – do que não o fazer.
quarta-feira, 30 de março de 2011
PARA A POLÍTICA, O BEM COMUM É A ORDEM?
A fim de promover a manutenção da ordem interna e de sua soberania, o Estado pode posicionar-se contra ou a favor do bem comum, sendo que este pode ser, inclusive, completamente ignorado, como no caso de um governo ditatorial que negligencia as vontades e os direitos de sua população; neste caso, a ordem não necessariamente significa a promoção do bem comum.
O caminho inverso também tem iguais chances de ser verdadeiro, partindo do pressuposto de que a consolidação do bem comum leva à ordem por meios estatais éticos e legítimos. No entanto, é importante ressaltar que "ordem" e "bem comum" ainda são conceitos independentes e sujeitos a múltiplas interpretações e aplicações, podendo um ser consequência do outro ou não; deste modo, não é possível afirmar que, para a política, o bem comum é a ordem, assim como não se pode ter a completa certeza de que as ações do Estado satisfazem os anseios e desejos de todos.
Pedro de Camargo Florence. RA: 00068358
O caminho inverso também tem iguais chances de ser verdadeiro, partindo do pressuposto de que a consolidação do bem comum leva à ordem por meios estatais éticos e legítimos. No entanto, é importante ressaltar que "ordem" e "bem comum" ainda são conceitos independentes e sujeitos a múltiplas interpretações e aplicações, podendo um ser consequência do outro ou não; deste modo, não é possível afirmar que, para a política, o bem comum é a ordem, assim como não se pode ter a completa certeza de que as ações do Estado satisfazem os anseios e desejos de todos.
Pedro de Camargo Florence. RA: 00068358
PARA A POLÍTICA, O BEM COMUM É A ORDEM ?
Viver em sociedade é característica inerente ao ser humano. O homem é um ser social e na busca de sua realização plena precisa se organizar, criar regras mínimas e conceitos básicos que permitam a sobrevivência e o desenvolvimento do grupo.
Surge daí a necessidade da política, da organização social, da hierarquia, que buscarão o consenso para o bem comum. Esta é a base do Estado, cujo fim é a manutenção da ordem.
Se pensarmos que o Estado deve ser responsável pela organização que forja o bem estar social, então podemos dizer que sim, para a política, o bem comum é a ordem.
- Maria Victoria Poli Cipeda RA 00101175
Para a política, o Bem Comum é a Ordem?
O bem comum está ligado ao tipo de governo em que cada sociedade vive, tendo assim, explicações diversas. Por exemplo, para um governo ditatorial, mesmo tendo uma ótima política pública de educação e saúde, a ordem só é gerada a partir da repressão, muitas vezes violenta e da censura o que gera o bem comum apenas para os governantes, não para o governado. Em um governo mais ‘democrático’, talvez, o povo esteja sempre em ordem. Entretanto, isso não significa certamente, que essa sociedade alcance o bem comum entre toda a população! Para a política, é essencial que haja uma relação entre vários fatores individuais e sociais para que a ordem passe a ser um fator importante, não o único, capaz de construir uma sociedade mais digna que beneficie a todos, consequentemente proporcionando o bem comum.
Letícia Cordeiro de Souza Paes
Letícia Cordeiro de Souza Paes
Para a política, o Bem Comum é a Ordem?
Se faz necessário especificar primeiro o que é a ordem e depois o que vem a ser o bem comum.
A Ordem é o meio pelo qual as coisas devem ser estabelecidas - como obedecer as mesmas leis - e controladas para atingir um fim determinado.
Já o Bem Comum é um fim atingido a partir de um conjunto de especificidades favoráveis à socidade como um todo.
Disto, tem-se que, para o Estado, o bem comum é a ordem. Politicamente, a Ordem tem seus meios para fazer com que a sociedade trafegue por caminhos já pré-determinados. Explicando, o Estado - com todo seu poder - usa a ordem para chegar a um fim dito como bem comum, porém o que se tem é um conjunto de especificidades favoráveis nem sempre à sociedade, mas sim ao Estado. Em outras palavras - a fim de simplificar ainda mais - a ordem leva SEMPRE ao bem comum que o Estado vê como tal, ou seja, a partir da visão política do mesmo.
Gustavo Rufo Peres - RA00093124
Representante da classe do primeiro semestre matutino de RI da PUC-SP
A Ordem é o meio pelo qual as coisas devem ser estabelecidas - como obedecer as mesmas leis - e controladas para atingir um fim determinado.
Já o Bem Comum é um fim atingido a partir de um conjunto de especificidades favoráveis à socidade como um todo.
Disto, tem-se que, para o Estado, o bem comum é a ordem. Politicamente, a Ordem tem seus meios para fazer com que a sociedade trafegue por caminhos já pré-determinados. Explicando, o Estado - com todo seu poder - usa a ordem para chegar a um fim dito como bem comum, porém o que se tem é um conjunto de especificidades favoráveis nem sempre à sociedade, mas sim ao Estado. Em outras palavras - a fim de simplificar ainda mais - a ordem leva SEMPRE ao bem comum que o Estado vê como tal, ou seja, a partir da visão política do mesmo.
Gustavo Rufo Peres - RA00093124
Representante da classe do primeiro semestre matutino de RI da PUC-SP
A ordem popular!
Para a política, o bem-comum é a ordem?
Se quisermos responder a esta pergunta será necessário, em primeiro lugar, definir o conceito de bem-comum. Todo indivíduo tem necessidades básicas a serem atendidas - como se alimentar e se proteger - e além delas desejos e anseios próprios. A busca por estas realizações se faz em um meio coletivo, ou seja, comum.
Desta forma, define-se bem comum como um consenso popular a respeito de condições - que ultrapassam as mínimas de sobrevivência - necessárias para a realização não só do indivíduo, mas também da coletividade.
Esse consenso popular torna-se poder coletivo, na medida que a busca por interesses comuns faz a população mais coesa e a partir dessa coesão, mais forte na colocação de questionamentos e exigências.
A organização deste pode coletivo leva à ordem, sendo esta um estado de organização social, em que se questionam características necessárias para a sociedade de maneira ordenada, e não caótica .
Sendo assim, podemos pensar que o bem comum é, para a política, a ordem!
Lígia Zambone Moreira.
Se quisermos responder a esta pergunta será necessário, em primeiro lugar, definir o conceito de bem-comum. Todo indivíduo tem necessidades básicas a serem atendidas - como se alimentar e se proteger - e além delas desejos e anseios próprios. A busca por estas realizações se faz em um meio coletivo, ou seja, comum.
Desta forma, define-se bem comum como um consenso popular a respeito de condições - que ultrapassam as mínimas de sobrevivência - necessárias para a realização não só do indivíduo, mas também da coletividade.
Esse consenso popular torna-se poder coletivo, na medida que a busca por interesses comuns faz a população mais coesa e a partir dessa coesão, mais forte na colocação de questionamentos e exigências.
A organização deste pode coletivo leva à ordem, sendo esta um estado de organização social, em que se questionam características necessárias para a sociedade de maneira ordenada, e não caótica .
Sendo assim, podemos pensar que o bem comum é, para a política, a ordem!
Lígia Zambone Moreira.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Abertura do Blog.
O blog será destinado à discussão,ao pensamento e à compreensão de temas abordados em sala de aula durante o curso de Política e Soberania do primeiro semestre do curso matutino de RI na PUC-SP.
O Grupo é composto por Miguel, Pedro, Gustavo Rufo, Ligia, Maria Victoria e Letícia.
O Grupo é composto por Miguel, Pedro, Gustavo Rufo, Ligia, Maria Victoria e Letícia.
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